(84) 3206-9330 | Seg - sex: 08h - 17h Av. Rui Barbosa, 1868 - Lagoa Nova, Natal/RN

BlogCirugiasCérebroCuidadosCuriosidadesDoençasDr Sergio Dantas NeurocirurgiãoSaúdeNeurocirurgia funcional: para quais doenças ela é indicada?

Neurocirurgia funcional: para quais doenças ela é indicada?

Rizotomia

A neurocirurgia funcional é uma área da neurocirurgia voltada ao tratamento de alterações relacionadas ao funcionamento dos circuitos do sistema nervoso. Em vez de ter como objetivo principal retirar um tumor ou corrigir uma alteração estrutural, por exemplo, essas intervenções procuram modular circuitos cerebrais envolvidos em determinados sintomas e doenças.

Entre as técnicas utilizadas nessa área está a estimulação cerebral profunda, conhecida pela sigla DBS, que utiliza eletrodos posicionados em regiões específicas do cérebro para modificar a atividade de determinados circuitos. A tecnologia é utilizada no tratamento de algumas doenças neurológicas e, em situações específicas, pode ser considerada quando os sintomas não são adequadamente controlados por outras abordagens.

Mas quais doenças podem ser tratadas pela neurocirurgia funcional? E será que toda pessoa com uma dessas condições pode passar por uma cirurgia?

A resposta depende de diversos fatores. O diagnóstico, os sintomas, a resposta aos medicamentos, o impacto da doença na qualidade de vida e as características individuais do paciente precisam ser considerados antes de qualquer indicação cirúrgica.

O que é neurocirurgia funcional?

Rizotomia Nervo Ciático Cérebro
Dr. Sérgio Adrian Fernandes Dantas - Neurocirurgia - Neurocirurgia Funcional: Para Quais Doenças Ela É Indicada?

A neurocirurgia funcional utiliza técnicas capazes de atuar sobre circuitos responsáveis por determinadas funções neurológicas.

O objetivo pode ser reduzir sintomas que interferem significativamente na vida do paciente, como tremores, movimentos involuntários, crises epilépticas ou outros sintomas relacionados a alterações na atividade cerebral.

Uma das principais técnicas dessa área é a estimulação cerebral profunda, ou DBS. Nesse procedimento, eletrodos são implantados em regiões específicas do cérebro e conectados a um gerador de estímulos colocado sob a pele, geralmente na região do tórax. Os estímulos elétricos são programados para atuar sobre circuitos relacionados aos sintomas.

O tratamento não se resume à cirurgia

Um ponto importante é que a neurocirurgia funcional não deve ser entendida como uma solução isolada.

A indicação geralmente envolve uma avaliação multidisciplinar. Dependendo da doença, podem participar do processo neurologistas, neurocirurgiões, neuropsicólogos, psiquiatras, fisioterapeutas e outros profissionais.

Antes da cirurgia, o paciente pode passar por exames de imagem, avaliações neurológicas, testes específicos da doença e avaliações cognitivas ou neuropsicológicas.

Isso permite verificar se a intervenção realmente pode ser adequada para aquele caso.

Parkinson está entre as principais indicações

A doença de Parkinson é uma das condições mais conhecidas quando se fala em neurocirurgia funcional.

A doença pode provocar sintomas como tremor, rigidez, lentidão dos movimentos e alterações motoras. Ao longo da evolução, alguns pacientes podem apresentar flutuações importantes dos sintomas ou movimentos involuntários associados ao tratamento medicamentoso.

Nessas situações, a estimulação cerebral profunda pode ser considerada para pacientes cuidadosamente selecionados. O procedimento pode ajudar a controlar determinados sintomas motores e, em alguns casos, permitir ajustes no tratamento medicamentoso.

Quando a cirurgia pode ser considerada?

A existência do diagnóstico de Parkinson, por si só, não significa indicação de cirurgia.

A equipe médica avalia aspectos como:

  • resposta aos medicamentos;
  • duração e controle dos sintomas;
  • presença de flutuações motoras;
  • ocorrência de discinesias;
  • impacto dos sintomas na qualidade de vida;
  • condições clínicas para realizar o procedimento;
  • aspectos cognitivos e neuropsicológicos.

A avaliação deve ser individualizada. Centros especializados podem realizar testes motores com e sem medicação, além de outras avaliações antes de definir a indicação.

Tremor essencial e distonia também podem ser tratados

Formigamento
Dr. Sérgio Adrian Fernandes Dantas - Neurocirurgia - Neurocirurgia Funcional: Para Quais Doenças Ela É Indicada?

Além do Parkinson, outros distúrbios do movimento podem estar entre as indicações da neurocirurgia funcional.

Tremor essencial

O tremor essencial provoca movimentos involuntários, frequentemente percebidos nas mãos durante atividades como escrever, beber ou segurar objetos.

Quando o tremor é significativo e não apresenta controle adequado com tratamentos convencionais, determinadas técnicas de neurocirurgia funcional podem ser consideradas.

A DBS é uma das opções utilizadas em pacientes selecionados. Outra possibilidade, em situações específicas, é o ultrassom focalizado guiado por ressonância magnética, uma técnica que permite atingir uma região determinada do cérebro sem realizar uma abertura tradicional do crânio.

A escolha da técnica depende das características do paciente e da avaliação da equipe especializada.

Distonia

A distonia é caracterizada por contrações musculares involuntárias que podem provocar movimentos repetitivos ou posturas anormais.

Existem diferentes tipos de distonia, e a apresentação da doença varia de uma pessoa para outra.

Em casos selecionados, principalmente quando os sintomas são importantes e não respondem adequadamente aos tratamentos disponíveis, a estimulação cerebral profunda pode ser considerada.

A decisão também depende do tipo de distonia, dos sintomas, da resposta aos tratamentos anteriores e da avaliação individual.

A neurocirurgia funcional também pode ser utilizada em alguns casos de epilepsia

A epilepsia é outra condição que pode envolver estratégias de neurocirurgia funcional.

Em alguns pacientes, as crises permanecem sem controle adequado mesmo após o uso de medicamentos apropriados. Quando isso acontece, a equipe especializada pode investigar se existe uma região cerebral responsável pelas crises que possa ser tratada cirurgicamente.

Nem todos os pacientes são candidatos à mesma abordagem.

Quando a cirurgia convencional para epilepsia não é adequada ou não consegue controlar as crises, técnicas de neuromodulação, como DBS ou estimulação responsiva, podem ser consideradas em casos específicos.

Por que a avaliação precisa ser detalhada?

Antes de indicar um procedimento, é necessário entender:

  • onde as crises começam;
  • qual é o tipo de epilepsia;
  • quais medicamentos já foram utilizados;
  • como o paciente respondeu aos tratamentos;
  • quanto as crises interferem na qualidade de vida;
  • se existe uma alternativa cirúrgica mais adequada;
  • quais são os riscos e possíveis benefícios de cada opção.

Por isso, a avaliação pode envolver exames de imagem, eletroencefalograma, testes neuropsicológicos e outras ferramentas específicas para localizar e caracterizar a atividade epiléptica.

Outras condições podem envolver neuromodulação, mas a indicação é individual

Técnicas De Imagem Na Neurocirurgia
Dr. Sérgio Adrian Fernandes Dantas - Neurocirurgia - Neurocirurgia Funcional: Para Quais Doenças Ela É Indicada?

A neurocirurgia funcional não se limita às doenças mais conhecidas.

Dependendo da técnica, do país, das aprovações regulatórias e das características do paciente, procedimentos de neuromodulação também podem ser utilizados ou estudados para outras condições.

A estimulação cerebral profunda, por exemplo, possui aplicações clínicas em condições como transtorno obsessivo-compulsivo e síndrome de Tourette em situações específicas. Algumas outras aplicações, como determinadas formas de dor crônica e cefaleias, continuam sendo avaliadas em diferentes contextos clínicos e de pesquisa.

Por isso, é importante diferenciar uma indicação estabelecida de uma aplicação ainda investigacional.

Nem todo paciente com a mesma doença será candidato

Esse é um dos pontos mais importantes sobre a neurocirurgia funcional.

Ter Parkinson, tremor essencial, distonia ou epilepsia não significa automaticamente que a pessoa precise ou possa realizar uma cirurgia.

A equipe pode considerar fatores como:

  • gravidade dos sintomas;
  • impacto na qualidade de vida;
  • resposta aos tratamentos anteriores;
  • presença de efeitos colaterais dos medicamentos;
  • características clínicas;
  • exames de imagem;
  • funcionamento cognitivo;
  • condições gerais de saúde;
  • riscos relacionados ao procedimento.

Em muitos casos, a cirurgia é considerada justamente quando outras opções não proporcionam controle adequado dos sintomas ou provocam efeitos adversos que dificultam a continuidade do tratamento.

Como é feita a avaliação para uma cirurgia funcional?

A indicação de uma cirurgia funcional começa muito antes da sala de cirurgia.

O paciente passa por uma investigação detalhada para determinar se o procedimento é apropriado e qual técnica pode oferecer a melhor relação entre possíveis benefícios e riscos.

Avaliação clínica e neurológica

O primeiro passo é compreender a doença e a evolução dos sintomas.

O médico analisa o histórico, os tratamentos já realizados, a resposta aos medicamentos e o impacto da condição na rotina.

Também pode ser necessário avaliar os sintomas em diferentes situações, inclusive antes e depois do uso de determinados medicamentos, dependendo da doença.

Exames de imagem e testes específicos

Exames como ressonância magnética ou tomografia podem ajudar no planejamento e na localização precisa das estruturas cerebrais envolvidas.

Em procedimentos como a DBS, a precisão é especialmente importante porque os eletrodos precisam ser posicionados em regiões específicas do cérebro.

Para pessoas com epilepsia, por exemplo, podem ser necessários exames destinados a identificar a origem e o padrão das crises.

Avaliação multidisciplinar

A decisão pode envolver diferentes especialistas.

Essa abordagem permite analisar não apenas a doença neurológica, mas também aspectos que podem influenciar o resultado do tratamento.

Em candidatos à DBS, por exemplo, avaliações neuropsicológicas podem fazer parte do processo para analisar aspectos cognitivos e outros fatores relevantes antes da cirurgia.

Conclusão

A neurocirurgia funcional representa uma área especializada da neurocirurgia que busca modificar a atividade de determinados circuitos do sistema nervoso para controlar sintomas de doenças específicas.

Entre as condições que podem ter indicação de técnicas como a estimulação cerebral profunda estão doença de Parkinson, tremor essencial e distonia. Algumas estratégias de neuromodulação também podem ser utilizadas em casos selecionados de epilepsia e outras condições, dependendo da técnica e da avaliação clínica.

Entretanto, o diagnóstico de uma dessas doenças não significa automaticamente que a cirurgia seja indicada.

A decisão depende de uma análise individual, considerando sintomas, tratamentos anteriores, resposta aos medicamentos, exames, qualidade de vida e condições gerais do paciente.

Por isso, quando os sintomas de uma doença neurológica continuam comprometendo a rotina apesar do tratamento, conversar com um neurologista ou neurocirurgião especializado pode ser um passo importante para conhecer as possibilidades disponíveis.


Ei, querido leitor!
Gostou do que leu? Então, que tal mergulhar ainda mais fundo no fascinante mundo da neurociência com o Dr. Sérgio Dantas? Se você ou alguém que você conhece está à procura de um especialista de confiança em neurocirurgia, não procure mais!

Visite o blog do Dr. Sérgio Dantas para mais insights incríveis e descubra como ele pode fazer a diferença na sua saúde cerebral. Porque cuidar da mente é cuidar da vida!

Clique aqui e agende sua consulta agora mesmo!


FAQ

O que é neurocirurgia funcional?

É uma área da neurocirurgia dedicada ao tratamento de alterações relacionadas ao funcionamento dos circuitos do sistema nervoso. Entre suas técnicas está a neuromodulação, como a estimulação cerebral profunda.

Quais doenças podem ser tratadas com neurocirurgia funcional?

Entre as principais condições estão doença de Parkinson, tremor essencial e distonia. Algumas técnicas também podem ser utilizadas em casos selecionados de epilepsia, transtorno obsessivo-compulsivo e outras condições específicas. A indicação depende da avaliação individual.

Toda pessoa com Parkinson precisa de cirurgia?

Não. A cirurgia é considerada apenas para determinados pacientes, principalmente quando os sintomas apresentam características que podem responder ao procedimento e não são adequadamente controlados com o tratamento convencional. A decisão deve ser tomada por uma equipe especializada após avaliação detalhada.